
Tumulo do Tana Hakadosh Rabi Nachum Ish Gamzu
O Rabi Nachum Ish Gamzu foi um dos primeiros Tanaítas (sábios da era da Mishná) e mestre do Rabi Akiva
Shalom,
Aqui no Brasil existe uma Supervisão de Kashruth que confere certificado kasher a um sorvete (produzido por uma empresa pertencente a não judeus) que contém um ingrediente não kasher, sob a alegação de que esse ingrediente é “Batel BeShishim”[1]. A função desse ingrediente é dar uma textura macia ao sorvete. Esse sorvete é kasher?
[1] Batel BeShishim”: “Nulo em sessenta partes” – Situação que ocorre quando um ingrediente não kasher está misturado a um cozimento ou produto kasher, em que a razão do ingrediente não kasher em relação ao prato/produto e de 1/60.
Este sorvete é proibido aos sefaradim e permitido aos ashkenazim. Do ponto de vista de ma’amid[1] não há preocupação nenhuma, já que esse ingrediente não vem realçar o sabor do sorvete, mas sim para dar uma textura mais macia. Mas é proibido para nós por outro motivo: na opinião de Maran HaShulchan Aruch (obra maxima da halacha), qualquer ingrediente que não judeus coloquem em um produto como parte “oficial” de sua fórmula, não pode ser anulado mesmo em sessenta partes (este conceito não é muito conhecido nem mesmo por Motzim – autoridades halachicas – importantes, mas esta é a opinião de Maran HaShulchan Aruch , cujas instruções recebemos). E por esse mesmo motivo também devemos proibir o uísque que é propositalmente envelhecido em barris de vinho nessech (vinho fabricado por não judeus) para que o uísque absorva do sabor do vinho. Apesar da opinião do Noda Byhuda[2] de permitir tudo isso, e muitos outros poskim que o seguiram, conforme referido nas fontes, provamos que tal opinião não é compartilhada pelo Maran HaShulchan Aruch.
Eu tambem conheço esta Supervisão de Kashruth a qual você estava se referindo, e esta é a hora de relatar que eu falei com meu amigo que é responsável por esta supervisão de kashruth sobre este assunto, e sobre sua razão e base de raciocinio para se apoiar na opinião do Noda Byhuda; mas com todo respeito, a opinião dele não está correta, e por favor verifiquem nas fontes a opinião mais compativel (para sefaradim, está proibido; para ashkenazim, esta permitido) .
[1] Ma’amid: Ingrediente não kasher que mesmo em quantidades muito pequenas e anulaveis, tem a capacidade de acrescentar ou melhorar o sabor do prato ou produto.
[2] Noda Byhuda: Rabbi Yehezkel Landa ZT”L – possek (jurista da halacha) ashkenazi que viveu cerca de trezentos anos atrás.
OBSERVE*
Atenção: Nao se deve aprender de um caso para o outro, cada caso deve ser analizado individualmente. De forma geral, é melhor sempre ter contato com um Rabino pessoalmente, e não ter só contato virtual. Nota-se que onde há um Rabino local ("Mara Deatra"), deve-se perguntar para ele. As respostas são de responsabilidade do rabino as que respondeu, e nao de responsabilidade do site e/ou do Rab. Bahbout.
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