
Tumulo do Tana Hakadosh Rabi Nachum Ish Gamzu
O Rabi Nachum Ish Gamzu foi um dos primeiros Tanaítas (sábios da era da Mishná) e mestre do Rabi Akiva
Quando dou uma determinada instrução aos meus filhos, devo explicá-la logicamente ou devo enunciá-la como uma instrução que, mesmo que eles não entendam, devem segui-la? Isso porque, se eles se acostumarem a fazer apenas o que entendem, caso discordem do meu julgamento ou não conheçam o quadro completo por causa de coisas que não posso / não quero detalhar, podem se recusar a me obedecer porque eles não entendem.
Por exemplo, um princípio importante para mim é não voltar tarde da noite. A garota não entende o porquê.
Nem tudo dá para explicar, mesmo porque, devido a idade, o jovem ainda não está maduro para entender. Mas isto é apenas um exemplo e a minha noção sobre o assunto. Por outro lado, lembro que quando eu era jovem, me falaram coisas que me deixavam com muita raiva, porque não me explicavam, etc.
Na sua pergunta, você escreveu a resposta por que não explicar e como isso é correto. Mesmo quando é possível explicar, isso pode ser feito de vez em quando, mas nem sempre (mesmo quando for possível). Não tenho ideia do porque você ficou com tanta raiva quando as coisas foram jogadas sobre você (a própria palavra colocada tem uma conotação negativa, você não precisa baixar o nível da conotação, mas simplesmente falar… este não é o lugar para explanar por que você sentiu que as coisas foram jogadas sobre você; provavelmente tem a ver com a relação que existia entre vocês), mas uma criança deve saber aceitar as ordens dos pais mesmo sem receber explicações.
Toda a questão da relação dos filhos conosco e o mandamento de respeitar os pais vêm para que os filhos aceitem a autoridade dos pais sem questionar; e a partir do ponto em que obedecem aos pais, passarão a obedecer as palavras dos nossos sábios mesmo quando não entendam; e finalmente, a partir do ponto em que obedecem as palavras de nossos sabios, passarão a obedecer a voz de D-us, Bendito seja. E assim que nos tornamos verdadeiros servos de D-us.
Observe que a Torá também possui mandamentos com explicação lógica, e outros sem explicação.
É erdade que a Torá realmente está a favor de tentarmos entender as coisas, fazer perguntas, investigar e aprofundar, mas tudo como um “aprendizado”, e não como uma “pre-condição para cumprir”. O motivo para cumprir a Torá é porque D-us ordenou, e apenas depois de cumprirmos os mandamentos, poderemos dizer tambem “queremos entender” os motivos do mandamento. Todavia, a compreensão logica e racional dos mandamentos da Torá não deve ser uma pré-condição para seu cumprimento).
Uma pergunta frequente é: por que fazer uma certa mitsvá que eu não compreendo sua logica? Resposta: Faço isso simplesmente porque Deus ordenou. Cumprir os mandamentos e algo incondicional, não havendo perguntas nem explicações. Cumprir a Torá e compreender seus mandamentos são duas coisas distintas, separadas, e independentes; o cumprimento não está condicionado à compreensão. Se uma criança se acostumar a obter explicação para tudo, por que mais tarde cumprirá uma mitsvá que não entende?
Nossa mente humana não deve entender tudo. Mesmo a mente de nossos filhos (dependendo da idade) não entende tudo.
O princípio é que tudo que o pai e a mãe dizem – a criança deve fazer. E não há ninguém no mundo que queira mais o bem estar da criança do que seus pais.
Como escrevi acima, de vez em quando é possível explicar para a criança conforme o caso, mas apenas como aprendizado, e não como condição para o cumprimento.
OBSERVE*
Atenção: Nao se deve aprender de um caso para o outro, cada caso deve ser analizado individualmente. De forma geral, é melhor sempre ter contato com um Rabino pessoalmente, e não ter só contato virtual. Nota-se que onde há um Rabino local ("Mara Deatra"), deve-se perguntar para ele. As respostas são de responsabilidade do rabino as que respondeu, e nao de responsabilidade do site e/ou do Rab. Bahbout.
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